UMA RUMA DE HISTÓRIAS DAS POPULAÇÕES DA AMAZÔNIA
A publicação apresenta parte da trajetória do grupo através de um conjunto de pesquisas sobre escravidão, imigração, sexualidade, gênero e epidemia.
Produção acadêmica, livros, artigos, capítulos e outros trabalhos vinculados ao GPRUMA.
A publicação apresenta parte da trajetória do grupo através de um conjunto de pesquisas sobre escravidão, imigração, sexualidade, gênero e epidemia.
O livro marca a possibilidade de compreensão das mulheres na Amazônia em diferentes momentos históricos, do século XVIII aos dias atuais, e em diferentes situações e tensões sociais. É um convite para uma leitura que compreenda a construção ao longo do tempo de ideais, e também a resistência a tais ideais, do feminino.
Revista do Programa de História Social da Amazônia, volume dedicado a História da População
O Guia se propõe facilitar a empreitada de iniciantes e experientes pesquisadores/ras que procurem se aventurar pela História da População na Amazônia. Tratando exclusivamente da documentação disposta no Arquivo Público do Estado do Pará, 1750-1800, sua estruturação objetiva destacar informações importantes que oriente o investigador/a na busca de fontes de pesquisa.
Adoráveis mulheres protagonistas de sua experiência, construindo seu cotidiano para além das normas prescritas às mulheres, que cerceiam a sociabilidade no mundo público, da rua e do trabalho, que controlam seus corpos e suas relações amorosas e sexuais. Dissimuladas, pois, com habilidade e agência, (re)adequavam suas falas de acordo com o encaminhamento que queriam dar à investigação policial ou ao processo criminal. Ora, reforçando o fato de terem sido enganadas, defloradas sob declaração de amor e casamento, ora afirmando que mantiveram relação sexual por livre e espontânea vontade, para que, desse modo, o réu, outrora namorado, não fosse preso. As falas dessas mulheres estavam marcadas e dialogavam com a hierarquia e opressão dos preceitos de passividade, docilidade e controle do corpo, dos desejos e dos amores femininos e masculinos. Preceitos elaborados e legitimados pelas mais distintas instituições que, aqui, podem ser lidos a partir do discurso jurídico, policial, médico, jornalístico e familiar. As experiências dessas mulheres estavam pontuadas e limitadas pela violência física e simbólica. Mas, nesse jogo de assimetria de gênero em que todas nós vivemos, elas foram empurrando os limites, esgarçando os relacionamentos, questionando práticas e representações sobre a imagem feminina. Essas histórias são delas, mas também são de todas nós que temos que cotidianamente esgarçar limites, romper imagens consolidadas de moral e pudicidade.
Com o desejo de “ouvir as palpitações do silêncio” e de aproximar o vivido da percepção historiográfica do passado, que Antonio Otaviano Vieira Junior compôs seu livro “Entre Epidemia e Imigração: um viés de investigação da história da população no Grão-Pará”, no qual analisa experiências acontecidas entre 1748-1778, tendo como marcos eventos articulados e com importantes desdobramentos: epidemia e imigração.
Fundamentada numa extensa pesquisa que culminou na Tese de Professor Titular defendida na Universidade Federal do Pará, a obra contribui para desvelar ocultamentos, preenchendo lacunas e abrindo perspectivas inovadoras. Através de uma apurada análise histórica, o autor investiga um passado inexplorado,
rastreia as populações (indígenas, colonizadores, africanos e açorianos), recupera as ações da administração colonial, os flagelos das epidemias, as experiências cotidianas, observando questões relativas ao trabalho, circulação, salubridade, hábitos e costumes [Trecho da apresentação feita por Maria Izilda Matos]
Trabalho publicado em parceria com a Universidade de Luxemburgo e tem como esteio a História Conectada entre diferentes continentes e épocas a partir do deslocamento de pessoas.
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