Grupo de Pesquisa População, Família, Migração e Gênero na Amazônia

Investigando a História da População na Amazônia através de trajetórias, migrações, famílias e as redes sociais.

Atividades do Grupo

Livros de Carregações da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão

Livros de Carregações da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão

Apresentamos aqui a possibilidade de consulta dos Livros de Carregações da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1758-1778), documentação originalmente guardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa. A documentação se destaca não apenas por nos possibilitar analisar o tráfico de escravizados que partiam de diferentes portos africanos e desembarcavam nas cidades de Belém do Grão-Pará e de São Luís do Maranhão, mas também a circulação de mercadorias entre diferentes partes do então Império português. Nas milhares de páginas digitalizadas nesse projeto, com apoio do CNPq edital Universal 2024 (405262/2025-6), imagens vinculam elementos da cultura material da Amazônia colonial; variando de tinta, perucas, baldes, espingarda, espada, remédios, roupas até livros e quadros. Ao mesmo tempo, se é possível imaginarmos o que se comia e o que se vestia na região, pelo menos nos grupos mais abastados, também é possível nos depararmos com rastros da escravidão na forma de nomes embarcações que transportavam cativos, na quantidade de escravizados transportados e naqueles que morreram afogados tentando não fazer o “caminho do meio”, no preço de mulheres escravizadas e de seus filhos de colo. A Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão estava relacionada diretamente ao esforço da administração lusitana em reduzir a importação de produtos manufaturados e matérias-primas, e com a retomada do monopólio comercial. Também se articulava à tentativa da Coroa em garantir a integridade territorial, o desenvolvimento comercial do norte da América e o combate à escravidão indígena. Segundo os interesses portugueses a mão-de-obra se constituía um problema para o desenvolvimento econômico do Estado do Grão-Pará e Maranhão, efetivando a Companhia como possibilidade de solução a partir da inserção de cativos africanos. A documentação aqui vinculada nos auxilia compreender a construção de parte das desigualdades na América sob o domínio português e de ouvirmos seu eco nos dias do hoje, seja através do racismo ou da fome e sofrimento de muitos que bancam a riqueza de poucos.

Dossiê Migrações, exílios e diásporas: o mundo em movimento no século XIX da Revista Outros Tempos.

Dossiê Migrações, exílios e diásporas: o mundo em movimento no século XIX da Revista Outros Tempos.

Foi publicado pela Universidade Estadual do Maranhão. Uma importante reflexão sobre múltiplas possibilidades imigratórias que marcam a História do Brasil. Esse volume contou com a participação de pesquisadores/as do RUMA.

Migração Açoriana na Amazônia

Migração Açoriana na Amazônia

Nos anos de 1751, 1752 e 1754 vieram aproximadamente 1.000 imigrantes açorianos para a capitania do Grão-Pará. O embarque foi feito sob grande resistência desses imigrantes que tentavam fugir do alistamento de viagem.

A base de dados disponível aqui no site traz os alistados nas viagens de 1752 e 1754.

Cinco de Agosto - Acervo Digital

Cinco de Agosto - Acervo Digital

A Sociedade Literária e Beneficente Cinco de Agosto disponibilizou online grande parte da documentação judiciária pertencente ao seu acervo. O projeto foi coordenado pelo professor Daniel Barroso e classificado em 1º lugar no I Prêmio PROEX de Arte e Cultura.

História em quarentena

História em quarentena

O Grupo de pesquisa População, Família e Migração na Amazônia (Ruma) criou o blog História em Quarentena para problematizar o momento pandêmico atual através do passado.

“O passado é uma ferramenta poderosa para o presente se revisitar", afirma o professor Otaviano Vieira, coordenador do grupo.

E por que é importante falar do passado?

E por que é importante falar do passado?

O passado é a possibilidade do presente se repensar, marcar sua singularidade e sua generalidade. O passado é uma ponte que liga o presente a si mesmo.

O RUMA quer falar do presente através do passado, investigando a História da População na Amazônia, falando de tantas possibilidades de existir.

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